quinta-feira, 14 de março de 2013

Phinney não desistiu: pedalou pelo pai


O ciclismo voltou a ser assunto em um dos principais jornais dos EUA. Felizmente o assunto não era Lance. Felizmente não estamos falando de doping.
Jason Gay, colunista do The Wall Street Journal, conta a incrível história de Taylor Phinney (BMC), nessa semana, na Tirreno-Adriatico. Uma daquelas histórias que faz do ciclismo o esporte mais fantástico do mundo – leia aqui.
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Phinney teve problemas na penúltima etapa da prova, aquela com as subidas de quase 30% de inclinação. Quando percebeu, estava no último grupinho do pelotão. Frio, chuva e ninguém a fim de sofrer nos 130kms restantes. O grupo conversou e a maioria decidiu abandonar a prova. Menos o americano. Taylor é filho de Davis Phinney, ex-ciclista olímpico americano, que já venceu uma etapa do Tour de France. Davis sofre do mal de Parkinson desde que Taylor era um garotinho. Cresceu vendo as dificuldades de seu pai e aprendeu a jamais desistir.
“Se fosse pra terminar, teria que fazer isso sozinho”, pensou, mesmo com os problemas físicos e mecânicos e a adversidade climatológica. “Toda vez que penso em desistir, toda vez que penso em chorar, penso em meu pai”, disse Taylor. “Se ele pudesse estar no meu lugar e todas as suas dificuldades fossem pedalar por 6h, mas com saúde, certamente iria até o fim”.
Phinney terminou a etapa em último. 15 minutos atrás do penúltimo e 37 minutos atrás do vencedor. O americano estourou o tempo limite e não pode largar CRI do dia seguinte, a sua especialidade.
Ao chegar no hotel, recebeu um email de seu pai: Você me fez tão feliz e tão orgulhoso, que isso é melhor do que qualquer remédio e capaz de curar qualquer doença.

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