domingo, 10 de junho de 2012

Revista Época publica texto estimulando ódio a ciclistas



Site da Revista Época publica texto estimulando ódio a ciclistas

“Só falta se arrebentarem nas ruas de verdade. Não vou sentir falta” – diz o colunista, usando um episódio bastante fantasioso para justificar ódio generalizado a quem anda de bicicleta
Aparentemente, o colunista resolveu caminhar pela ciclovia de um parque num final de semana agitado, enquanto escrevia no celular. Supostamente, foi derrubado por um ciclista em velocidade. A partir daí, surge a fantasia de que o ciclista queria multá-lo, em um texto que se perde na generalização de um estereótipo preconceituoso.

Em um dos poucos momentos de lucidez, o colunista – que me recuso a citar o nome para não dar Ibope – diz que “os ciclistas militantes anseiam por segurança na cidade com maior número de veículos da América do Sul”, esquecendo que veículo é um termo que não se limita a carros. No mundo em que vive, o excesso de carros não é um problema, mas sim a justificativa para que outros veículos não usem as ruas.

Em seu texto, coloca no mesmo saco quem ameaça pedestres com a bicicleta e quem exige seus direitos, confunde grupos de passeio esportivo com cicloativismo, acredita que todos que usam roupas de ciclismo (e só esses) são cicloativistas e ainda diz que a cidade seria bem melhor sem essas “centenas(?) de veículos perigosos”.

Parece que a Revista Época também tem seu Reinaldo Azevedo, sua Barbara Gancia. Sombras de um século que já se foi, incapazes de compreender o beco sem saída da mobilidade centrada no automóvel ou de aceitar as mudanças irreversíveis já em andamento na cidade.

Para fechar a piada com chave de ouro, o autor do texto é o responsável por uma seção chamada “Mente Aberta”. Melhor mudar o nome da seção.

Se ainda assim você quiser ler o texto, ele se encontra aqui. Mas recomendo não fazê-lo, esse senhor não tem o direito de estragar seu dia.

Será que foi isso mesmo?

Muito estranhas as frases que ele atribui a um ciclista, que o teria atropelado dentro de um parque e dito que poderia multá-lo por aquilo. Uma possibilidade é que ele tenha relatado de forma distorcida um acontecimento diferente, para justificar sua atitude, seu preconceito e revestir de razão seu discurso de ódio.

Imagine que, em vez de estar distraidamente a pé dentro de um parque, o colunista tenha tentado cortar com seu carro pelo meio de um grupo esportivo de ciclistas, colocando a todos em risco. Isso traria algum sentido para o discurso atribuído ao ciclista, que teria discutido com o motorista irresponsável argumentando que a atitude que ele teve agora rende multa.

Depois de ler o texto pela primeira vez, releia imaginando que a situação se deu na rua, envolvendo um grupo de pedaladas noturnas, e o colunista estava dentro de seu carro. O texto passa a fazer sentido. Principalmente quando ele fala “sempre em bandos” e diz que todos andam “uniformizados”. Elementar, meu caro Wanderson.

Fonte: Vá de Bike

2 comentários:

  1. MANDA ESTE FILHO DA ...... IR PARA .....
    DT

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    1. Fala ae Mário!
      Já fiz minha parte, acesse o link da baboseira e mande sua lembrança para o BURRO colunista da Época.
      Obrigado pela visita.
      PEDALE SEMPRE!

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