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Presidente Prudente - SP, Brazil
O Pedivela Bike Clube é formado por um grupo de amigos que em comum tem a mesma paixão: a bicicleta. O Pedivela Bike Clube se reúne semanalmente, para girar o pedivela nas trilhas de Presidente Prudente-SP e região. O grupo anualmente realiza cicloviagens/expedições pelo Brasil ou até mesmo para o exterior. O Pedivela Bike Clube incentiva a prática do ciclismo e trocas de informações entre os ciclistas, divulgando e realizando eventos ciclísticos com a máxima segurança para os ciclistas e outros participantes. Para participar de clube basta ter uma bicicleta em perfeito estado ,força e RECOMENDAMOS o uso do capacete. Não tire esse ideia da cabeça! Sejam bem-vindos e OTIMO PEDAL!!!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Falsos campeões - Doping

Abaixo segue artigo escrito pelo Prof. Dr. Jair Rodrigues Garcia Junior, o texto fala sobre doping, principalmente no ciclismo.

A cidade de Pres. Prudente/SP é uma das sedes do jogos regionais, o maior celeiro de "futuros" atletas, em contato com a Federação Paulista de Ciclismo(FPC), para meu espanto não é realizado controle antidoping nos atletas para meu espanto. Será que realmente temos o que comemorar?

 Doping nos Esportes
Jair Rodrigues Garcia Junior*
O doping é muito comum no meio competitivo, principalmente em eventos mundiais e também nacionais, onde se disputam vagas para os campeonatos mais importantes. O doping pode ser definido como a utilização de substância sintética ou natural (em quantidade anormal) que melhora de maneira artificial e desonesta o desempenho. Também causa prejuízo à saúde.
Há estimativas de que 60 a 80% dos atletas de nível mundial utilizem algum meio de dopagem em períodos de treinamento ou durante a competição. Em competições de halterofilismo (levantamento de peso), atletismo, lutas e natação são mais comuns os exames positivos. Há de se considerar o fato de que um exame anti-doping com resultado negativo durante a competição não significa que o atleta não tenha se dopado no período de treinamento.
    Há diferentes meio de dopagem, sendo mais comuns os hormônios sintéticos e os fármacos (medicamentos). O tipo de competição e a exigência dos músculos definem o hormônio ou fármaco a ser escolhido. Em competições de força e velocidade são normalmente utilizados os esteróides anabólicos androgênicos durante o treinamento para aumentar a massa muscular. Em competições com atletismo, natação e esportes coletivos são utilizados anfetamínicos para aumentar o estado de alerta e diminuir o tempo de reação. Em competições de luta são utilizados diuréticos para perda do peso excessivo. Em competições de corrida e ciclismo de longa duração é utilizado o hormônio eritropoetina (EPO) que aumenta o número de hemáceas (células vermelhas) transportadoras de oxigênio no sangue.

    A EPO é normalmente produzida pelos rins para estimular a produção de hemáceas. Quando ocorre uma hemorragia, doação de sangue ou permanência num local de altitude elevada (acima de 2000 m), a produção de EPO aumenta naturalmente para que ocorra a reposição das hemáceas perdidas (primeiros dois casos) ou para aumentar o número de hemáceas e compensar a menor pressão (disponibilidade) de oxigênio da altitude elevada.
    Alguns atletas recorrem à estratégia de treinar numa altitude elevada (e aumentar naturalmente a produção de EPO) justamente para aumentar sua capacidade de transporte de oxigênio e seu desempenho em competições de longa duração. Outros optam pelo uso da EPO recombinante (rEPO) que vem a ser uma proteína produzida em laboratório por bactérias que tiveram seu DNA alterado para que passassem a produzir justamente uma determinada proteína.
    A EPO pode ser muito perigosa quando sua dosagem aumenta o hematócrito (concentração de células no sangue) acima de 55% (normal é 41-43%), tornando o sangue muito viscoso e seu fluxo mais difícil. Isso pode levar à formação de trombos e ao rompimento de artérias (infarto ou acidente vascular cerebral). Já foram registradas várias mortes em decorrência do uso de EPO, inclusive na mais famosa competição de ciclismo mundial, o Tour de France.

    Sendo um hormônio protéico, a EPO não era detectada em exames anti-doping com amostras de urina. Com o início das testagens também durante o período de treinamento e com a coleta de sangue, os resultados positivos se tornaram mais freqüentes. Mas o que sempre houve e vai continuar ocorrendo é uma “disputa” tendo de um lado atletas que usam diferentes tipos de doping e estratégias para “mascarar” a prática e do outro lado especialistas bioquímicos, biomédicos etc, que procuram identificar meios cada vez mais precisos para detectar o doping.
* Jair Rodrigues Garcia Junior
Graduado em Educação Física (UNESP)
Mestre em Nutrição (UNESP)
Doutor em Fisiologia Humana (USP)
Professor do Curso de Educação Física da UNOESTE

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