quarta-feira, 17 de abril de 2013

Motorista que atropelou Márcia Prado continua dirigindo e não será preso

O processo contra o motorista de ônibus Márcio de Oliveira, que atropelou e matou a ciclista Márcia Prado na Av. Paulista, em janeiro de 2009, se arrasta há mais de quatro anos.
Finalmente há novas informações, embora possam não ser exatamente a notícia que muitos ciclistas gostariam de receber.
Oliveira não será preso. “Como ele agiu de forma culposa (sem intenção), é réu primário e ostenta bons antecedentes, não é caso de encarceramento”, esclarece o promotor Roberto Livianu, do Ministério Público. Mas o promotor entende que o motorista agiu com imprudência e está decidido a buscar uma “condenação emblemática”.

Ciclista pagou com sua vida pela imprudência do motorista
De acordo com o portal Terra, o MP concluiu que o ônibus “acelerou e avançou na faixa” para ultrapassar Márcia, acertando o guidão da bicicleta e fazendo com que a ciclista fosse parar debaixo da roda traseira. ”Ele claramente agiu com imprudência e fez um movimento muito brusco, que derrubou a ciclista e a matou”, afirma Livianu.
“Pedi a substituição da pena de privação de liberdade por prestação de serviços à comunidade. Ele deve se engajar com a associação dos bicicleteiros em um projeto social e se submeter a um curso, em que vai repensar a questão da postura do motorista com o ciclista. Pedi também a suspensão da carteira de habilitação por cinco anos”, afirmou o promotor ao portal Terra.

Atropelador continua dirigindo

Roberto Livianu buscou possibilidades de cassação do direito de exercer a profissão de motorista de ônibus, mas concluiu que isso não é possível. Márcio Oliveira continua trabalhando na empresa, mesmo depois de atropelar e matar Márcia.
“Eu achei lamentável que a empresa não o demitiu. Porém, não existe no Código Penal a punição de perda do exercício profissional, me dediquei bastante a examinar as hipóteses legais para esse caso. Acho que o que fica é que esse tipo de conduta pode produzir gravíssimas consequências para o motorista. Se a condenação ocorrer, ela será emblemática”, declarou o promotor, na mesma reportagem.

Qual pena alternativa você daria ao atropelador de Márcia Prado?
Passar os sábados no setor de acidentados de trânsito do Hospital das Clínicas? Pedalar na pista local da Marginal, para sentir na pele as ameaças dos colegas de profissão? Participar de atividades que ajudem iniciantes a andar de bicicleta nas ruas?
Deixe sua sugestão nos comentários da página. Mas, por favor, não sugiram “ser atropelado por um ônibus”. Vamos debater alternativas factíveis e que serviriam não apenas como medida educativa para o motorista mas também como exemplo para os demais motoristas que não se importam com a vida dos ciclistas nas ruas.

Via - Vá de Bike

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