terça-feira, 2 de abril de 2013

Aqui jaz - De bicicleta, diretora de TV é atropelada por ônibus e morre no Rio

A diretora de TV Gisela Matta, 36, morreu ontem (1) no Rio de Janeiro após ser atropelada por um ônibus. De acordo com familiares da vítima, ela estava de bicicleta na faixa de pedestres quando foi atingida.
O acidente aconteceu na noite de domingo (31) no cruzamento das ruas General San Martin e Bartolomeu Mitre, no Leblon (zona sul do Rio). Gisela chegou a ser socorrida ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos.
O motorista do ônibus, segundo a polícia, parou para prestar socorro à vítima e prestou depoimento na 14ª DP (Leblon). O nome dele não foi divulgado. Segundo o seu depoimento, ele estava virando à direita para entrar na rua Bartolomeu Mitre quando ouviu um barulho. Ao descer, ele viu a ciclista caída.
Ainda segundo a versão apresentada por ele, o semáforo estava aberto para os carros. Ele vai responder ao processo em liberdade.
 A irmã de Gisela, Priscila Matta, diz que ela não tinha carro e sempre optava em utilizar a bicicleta como meio de transporte. Segundo ela, a diretora voltava da casa de uma amiga quando ocorreu o acidente. "Ela é mais uma vítima do trânsito. Mais uma ciclista morta. Muita propaganda é feita sobre os ciclistas, mas as cidades não estão preparadas", lamenta a irmã.
Gisela era casada e não tinha filhos e morava há cerca de seis meses no Rio. Segundo a irmã, ela vivia em Nova York, nos Estados Unidos, onde fazia diversos trabalhos nacionais e internacionais.
De acordo com o site da diretora, entre os trabalhos mais recentes estão a co-produção do programa "Amor e sexo", da TV Globo, que é apresentado por Fernanda Lima. Gisela também participou da produção do show da Ivete Sangalo no Madison Square Garden, entre outros trabalhos, como o programa "Lugar Incomum", do Multishow.
Como a família de Gisela e boa parte dos amigos são de São Paulo, o corpo será enterrado na tarde de hoje no Cemitério dos Protestantes, na Consolação (região central de SP).

OUTROS CASOS
Um ciclista morreu atropelado por uma carreta na tarde de ontem (1) quando trafegava pela rodovia Cônego Domênico Rangoni, na região do Guarujá (no litoral de São Paulo). Ele estava com uma outra ciclista, que teve ferimentos leves.
Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, o acidente aconteceu por volta das 16h20, no km 248, no sentido Guarujá, quando o casal acessou a faixa de rolamento. De acordo com a polícia, eles não conseguiram desviar e foram atingidos lateralmente pela carreta que já seguia pela via.
O homem chegou a ser atropelado e morreu ainda no local. Já a mulher teve ferimentos leves e foi encaminhada para o Hospital Santo Amaro, no Guarujá. A Polícia Civil foi procurada, mas não deu detalhes sobre o caso.
No último dia 10, o ciclista David Santos Sousa, 21, foi atropelado por um carro quando trafegava pela ciclofaixa da avenida Paulista, na região central de São Paulo. Com a batida, ele teve o braço decepado. O motorista fugiu sem prestar socorro e jogou o braço, que ficou preso em seu carro, em um córrego da zona sul.
O motorista Alex Siwek foi preso, mas a Justiça concedeu uma liminar (decisão provisória) libertando o universitário. O desembargador que julgou o pedido da defesa do jovem determinou ainda a suspensão da carteira de habilitação dele.
Há pouco mais de um ano, uma ciclista morreu na avenida Paulista após ser atingida por um ônibus. Segundo testemunhas, ela estaria discutindo com um outro motorista de ônibus, gesticulando bastante, quando se desequilibrou e caiu embaixo da roda traseira de um segundo ônibus que vinha atrás e fazia a linha Sacomã-Pompeia.
Ela chegou a ser arrastada por cerca de quatro metros. Juliana Dias, 33, bióloga e funcionária do hospital Sírio-Libanês. Na época, um grupo de ciclistas realizou um ato de protesto na via.
Em 2009, outro atropelamento envolvendo ônibus e ciclista na Paulista gerou repercussão e protestos por mais segurança no trânsito.
Na ocasião, Márcia Regina de Andrade Prado, 40, morreu após ser atingida na pista sentido Consolação, perto da alameda Campinas. A vítima era ativista no uso de bicicletas como forma de melhorar o trânsito e a qualidade do ar da cidade.
Para marcar o acidente, foi instalada uma "ghost bike" (uma bicicleta branca) no mesmo local em que ela morreu.
Via - Folha de SP

2 comentários:

  1. Sem contar os anônimos, que morrem e ninguém fica sabendo...

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    1. E se Tomate girando o pedivela em SP?
      E o pior, todos os dias acontece isso. Mas a Copa vem aí e tudo vai chegar ao fim...dalhe matérias morre, alemão, francês, hermanos.
      Abraços....PEDALE SEMPRE!

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